Não estou conseguindo
preciso me anestesiar
anestesiar desse momento
anestesiar o meu peito
Fugir da realidade
ver o dia como um filme em 3D
não quero tirar esses óculos
não quero colocar os meus óculos
Enxergar pra que?
Tomar consciência então?!
Apenas para satisfazer a fome deles?
dos animais racionais
racionalizar cada ação
assim condiciona a reação
Certo??!!?
Errado.
Cadê o instinto,
Cadê a veracidade
Cadê a verdade?
Tornar-nos vazios de nós
Mas encher de arte
e não de vícios,
e não de “ter que”
Amor,
não sobra espaço
não sobra tempo
amor a Ele
amor a Ela
amor a Ti
Burrice,
damos o lugar mais importante a Ela
burrice que condiciona
que acomoda
que esvai as forças
Olhos estatelados
Língua para fora
e os sedativos vão entrando
volta-se ao estado atual
Anestesia
Anestesiados
Por Camila de Paula, 27/06/10
Os pensamentos e questionamentos que transitam em minha mente, faz com que constantemente eu viva em uma Realidade Paralela.... Dois mundos, dois seres!!
domingo, 29 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
Vômito de palavras...
Pq é tão difícil de se fazer escolhas, pq as escolhas que fazemos volta a sua cabeça toda hora e começam as agulhadas, os questionamento se são as mais verdadeiras, se vc se libertou ou se prendeu mais, se agiu com o coração ou com a razão, com o comodismo, com as circunstancias do dia-a-dia, se tomou-as por conta de outras pessoas...
É engraçado e trágico ao mesmo tempo, uma das coisas que tenho mais orgulho de falar é da minha independência, “sou independente”.... mas independência de quê, se esse enxame de abelha é permanente em minha mente.
Independência financeira auxilia a conquistar a independência de atitudes, de ir em busca dos seus objetivos de vida... ao mesmo tempo, como ir atrás dos seus objetivos de vida, das coisas que te trazem satisfação pessoal sem grana em um mundo capitalista? É quase que impossível. O pior é quando se vê outras pessoas conseguindo, ai sim se sente uma inútil, fraca e todos os piores adjetivos te vêem a cabeça... mas logicamente as realidades dessas pessoas são outras, as necessidades são outras, as obrigações são outras, as amarras são outras, os sentimentos são outros... são pessoas diferentes, com realidades diferentes... mas se conformar com isso é difícil... se conformar? Mas o ideal a se fazer é se conformar?
Como conciliar as duas independências, como não ser escravo do dinheiro para se dar a oportunidade de fazer o que gosta, mas como não abrir mão do que gosta sem ter que se sacrificar para custear isso tudo?
O que fazer com a angustia, com as cobranças profissionais, familiares, pessoais, racionais... o que fazer com as suas frustrações quando a causadora da maioria delas é vc mesmo... a desculpa mais fácil é falar que age assim pq fulando ou ciclano é importante pra vc e então não da pra desvencilhar e cortar relações de vez... sei lá, é como se isso fosse uma prisão, mas chega uma hora que a porta da prisão foi aberta e vc mesmo se mantém la dentro, tem medo de sair, ou até mesmo ficou tanto tempo la dentro que não sabe sair, não sabe se virar fora dela... será que isso tbm é chamado de comodismo? De redoma de vidro? Da porra da zona de conforto?
Como ser livre dentro e fora da sua cabeça?... como ser livre nas suas ações sem machucar pessoas que ama, como ser livre sem cumprir seu papel de filha, de irmã, de tia, de amiga, de namorada, de dona de casa, de motorista, de profissional, de atriz, de publico, como ser livre e fugir dos paradigmas, do politicamente correto, do viver em sociedade, do viver no capitalismo, da hipocrisia.
É errado gostar do conforto que o dinheiro traz, das possibilidades de conhecimento que pode comprar, das oportunidades de cursos e oficinas maravilhosas que o dinheiro proporciona, dos objetos e muitas futilidades que traz “uma felicidade momentânea”, da independência de pelo menos não ter que pedir a alguém sempre que precisar de dinheiro para suas necessidades mais básicas, até as futilidades e/ou coisas que para VC, vão ajudar no seu crescimento pessoal ou profissional.
O que é certo e errado, o que te frustra e o que te satisfaz, o que se orgulha e o que se envergonha, o que abrir mão e o que valorizar e fazer de tudo para manter, até onde vale a pena conciliar as coisas e quando é necessário tomar atitudes drásticas, como lidar com as conseqüências de se “libertar” totalmente sem saber exatamente o que te espera correndo o risco de ter q voltar com o rabinho entre as pernas e se prender mais do que estava antes, o que encontrar fora da prisão, onde encontrar a coragem para sair da prisão que já nem chaves tem mais?
Abelhas, simplesmente abelhas permanentes na cabeça.
Por Camila de Paula, 21/05/2011 às 17:14hs
É engraçado e trágico ao mesmo tempo, uma das coisas que tenho mais orgulho de falar é da minha independência, “sou independente”.... mas independência de quê, se esse enxame de abelha é permanente em minha mente.
Independência financeira auxilia a conquistar a independência de atitudes, de ir em busca dos seus objetivos de vida... ao mesmo tempo, como ir atrás dos seus objetivos de vida, das coisas que te trazem satisfação pessoal sem grana em um mundo capitalista? É quase que impossível. O pior é quando se vê outras pessoas conseguindo, ai sim se sente uma inútil, fraca e todos os piores adjetivos te vêem a cabeça... mas logicamente as realidades dessas pessoas são outras, as necessidades são outras, as obrigações são outras, as amarras são outras, os sentimentos são outros... são pessoas diferentes, com realidades diferentes... mas se conformar com isso é difícil... se conformar? Mas o ideal a se fazer é se conformar?
Como conciliar as duas independências, como não ser escravo do dinheiro para se dar a oportunidade de fazer o que gosta, mas como não abrir mão do que gosta sem ter que se sacrificar para custear isso tudo?
O que fazer com a angustia, com as cobranças profissionais, familiares, pessoais, racionais... o que fazer com as suas frustrações quando a causadora da maioria delas é vc mesmo... a desculpa mais fácil é falar que age assim pq fulando ou ciclano é importante pra vc e então não da pra desvencilhar e cortar relações de vez... sei lá, é como se isso fosse uma prisão, mas chega uma hora que a porta da prisão foi aberta e vc mesmo se mantém la dentro, tem medo de sair, ou até mesmo ficou tanto tempo la dentro que não sabe sair, não sabe se virar fora dela... será que isso tbm é chamado de comodismo? De redoma de vidro? Da porra da zona de conforto?
Como ser livre dentro e fora da sua cabeça?... como ser livre nas suas ações sem machucar pessoas que ama, como ser livre sem cumprir seu papel de filha, de irmã, de tia, de amiga, de namorada, de dona de casa, de motorista, de profissional, de atriz, de publico, como ser livre e fugir dos paradigmas, do politicamente correto, do viver em sociedade, do viver no capitalismo, da hipocrisia.
É errado gostar do conforto que o dinheiro traz, das possibilidades de conhecimento que pode comprar, das oportunidades de cursos e oficinas maravilhosas que o dinheiro proporciona, dos objetos e muitas futilidades que traz “uma felicidade momentânea”, da independência de pelo menos não ter que pedir a alguém sempre que precisar de dinheiro para suas necessidades mais básicas, até as futilidades e/ou coisas que para VC, vão ajudar no seu crescimento pessoal ou profissional.
O que é certo e errado, o que te frustra e o que te satisfaz, o que se orgulha e o que se envergonha, o que abrir mão e o que valorizar e fazer de tudo para manter, até onde vale a pena conciliar as coisas e quando é necessário tomar atitudes drásticas, como lidar com as conseqüências de se “libertar” totalmente sem saber exatamente o que te espera correndo o risco de ter q voltar com o rabinho entre as pernas e se prender mais do que estava antes, o que encontrar fora da prisão, onde encontrar a coragem para sair da prisão que já nem chaves tem mais?
Abelhas, simplesmente abelhas permanentes na cabeça.
Por Camila de Paula, 21/05/2011 às 17:14hs
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Diário de Bordo 1 - Oficina com Sergio Penna na Mostra de Cinema de Tiradentes / MG 2011
Tiradentes, Cidade que massageia os pés quando se anda em suas ruas de pedras, ladeiras que encontramos cineastas, atores, diretores, padres, crianças, cafés, cerveja... sabor com arte, é um pouco do que a Mostra de Cinema de Tiradentes proporciona.
SOBRE A OFICINA
Em uma roda, com todos os corações ansiosos, Penna começou sua apresentação que passou aleatoriamente por todos, dizendo de onde eram, porque estavam ali e o que pretendiam.
O “elo de ligação” da maioria dos relatos, se é que pode ser dito dessa forma, foi o SER TOCADO. Como Penna diz “o ator precisa ser tocado, tem que mexer lá dentro”. Em minhas palavras falei sobre dois momentos em que me senti tocada. Meu primeiro olhar para a arte de atuar, de viver várias vidas em apenas uma, foi assistindo Rodrigo S. quando mais nova, e depois de anos, tive absoluta certeza de que nasci para ser atriz, quando conheci Sergio Penna no Rio em um curso de 2 dias. Fizemos um trabalho intenso, forte e, no final, quando assistiu minha cena, disse-me que era hora de falar sim que eu sou Atriz, que aquilo que via era Cinema, entre outras coisas que além de lágrimas, fez em mim revigorar uma pessoa certa para que veio ao mundo, fui tocada por ele, por esse motivo fui até Tiradentes, a partir de um e-mail para apenas ter o prazer de conversar novamente com ele.
Permanecemos todos ali a conversar, a se conhecer, a conhecer mais um pouco do trabalho do Sergio Penna, e assistindo depoimentos de atores que admiramos seus trabalhos e carreira como Caio Blad, Aline Moraes, Cássia Kiss entre outros atores renomados.
O que mais me intriga e fascina é que trabalhar com o Sergio inicia no simples fato de respirar, é o estar aberto, o vínculo de confiança que se estabelece, o sentir-se seguro, cuidado, acarinhado por ele. Todos nós procuramos encontrar algo em tudo que fazemos e isso cai por terra quando nos deparamos com Sergio, pois não há o que procurar e sim o que viver. Peguei para mim uma frase da Glória Pires que disse em um de seus depoimentos quando trabalhou com ele no filme do Lula, onde definiu o trabalho de preparação com o Penna em “a não busca de alguma coisa” e é perfeita essa frase, pois é como me senti ao estar na oficina. Outra frase que adorei é de autoria do próprio “deixo para os teóricos explicarem o que acho inexplicável”.
O proposto por ele é o trabalho de aquecimento individual, a respiração individual nas suas mais diversas intensidades, as relações com o outro começa a partir de quando encontra-se uma respiração que não pertence mais a um e sim, vira uma sintonia entre dois ou três, e daí parte as junções, os contatos, os toques, as relações e tudo o que se estabelece naquele instante, sentimentos que surgem como a alegria, carência, amor, tesão, incômodo, raiva, tristeza... o que vier! É feito ali uma relação, naquele momento, com aquela pessoa, daquela forma. Tudo deve ser motivado por algo interno, pelos sentimentos que o ser humano, e principalmente o ator possui e que deve aprender a utilizá-los, a trazer quando necessário como o amor, inveja, ódio, vingança, sexo, desejo, indiferença... somos seres “melancólicos” segundo Penna, nutridos desses, entre outras diversas sensações, somos seres ricos no sentir, no ser, e é nessa hora que o proposto é saber trazer e vivenciar.
O mais difícil é não “viajar”, colocando nosso olhar distante, ficando parados no espaço imaginário, NÃO... tudo acontece ali, “no lugar real, no tempo real”. Você deve dar-se o momento de permanece em silêncio, de sentir primeiro, para ai sim se relacionar naturalmente com a paisagem externa e interna, pois a partir do momento em que se traz assuntos prontos de fora, assuntos subjetivos como a morte, a vida... enfim, “força-se” uma situação que não é a vivida naquele instante, nós consciente ou inconscientemente procuramos subterfúgios para fugir e nos proteger de momentos que não se sabe o que fazer, como se comportar, o que falar. É somente se deixar ficar vulnerável, permitir que essa vulnerabilidade transpareça em um simples olhar, num olhar que diz muito e que ao mesmo tempo deixa no ar para que, quem estiver assistindo, possa pensar e tentar descobrir o que aquele ser sentado em uma praça pública olhando para o nada no colo de outra pessoa está sentindo, pensando ou passando.
No cinema, não se conta a historinha com todos os seus detalhes, o mistério é lindo, é intrigante, segundo Penna, faz o público se envolver e querer, junto com a personagem, desvendar o que está por de traz de um olhar, um sorriso que custa a sair, ou de uma lágrima, um abraço que não se sabe se irá acontecer.
A atriz Cristiana que nos auxiliou na oficina, disse algumas palavras que me fez pensar, falou sobre o “vácuo”, que nós artistas estamos (ou temos que alcançar), o instante da queda do precipício, ou seja, é o momento que não se pensa em nada.
A atriz Cristiana que nos auxiliou na oficina, disse algumas palavras que me fez pensar, falou sobre o “vácuo”, que nós artistas estamos (ou temos que alcançar), o instante da queda do precipício, ou seja, é o momento que não se pensa em nada.
Quando se entra na sala, cria-se uma mistura de sentimentos, anseios, quereres, medos, incertezas, e como Cris comentou, deve-se conseguir sair disso tudo e entrar no vácuo, desprender-se para estar por inteira no momento proposto de ser vivido, somente isto. É o simples que se torna difícil, ou seja, o difícil é alcançar o simples! Mas ao alcançá-lo, ao se deixar desconstruir, ao acreditar, o resultado diante a câmera é realmente surpreendente, realista, sensível e forte, torna-se natural.
No último dia fizemos cenas na cidade em duplas, trios..., sem assuntos pré-definidos ou com uma simples indicação do Sergio como “vai lá falar com ele”, sem saber o que falar, como dizer.... acontece, quando dois atores estão abertos, pulsando, usando de seus sentimentos internos e concentrados, surge a mágica do cinema.
SOBRE O SERGIO PENNA
Sobre o Sergio Penna, posso dizer que é uma pessoa com um grau de simplicidade, de soltura, abertura, proteção, carinho e generosidade em que não encontra-se facilmente nos dias de hoje. Nos permite tirar nossas proteções e medos, a se entregar por saber que estamos seguros e que o propósito é apenas um, respirar e viver o cinema, sermos artistas que somos, dispostos, abertos e concentrados, fazer o que amamos fazer.
Transcrevo aqui mais das frases ditas por Sergio Penna:
- “Foco e Disciplina”
- “A cena é a hora de continuar o processo, o stress do set não pode interromper.”
- “Cada personagem é um universo em crise”
- “O estar pronto é tudo, é a não improvisação e não ação, e sim a Reação”
- “O ação é antes do - Ação!!”
- “Simplesmente respirar e manter a conexão, até porque a conexão não pressupõe na igualdade. A dramaturgia virá do diferente, sempre ação e respiração”
- “Cotidiano – abraçar no tempo de um abraço normal”
- “Quando ninguém está forçando nada, aí é que me encanta”
- “Deve-se trabalhar o hiper texto, ultra texto, intra texto para poder chegar no texto verbal. O texto verbal é como o nariz do palhaço, a última coisa a ser colocada. O texto verbal tem que ser como uma roupa velha, você nem sente no corpo”
Por Camila de Paula, 08/03/11 às 22:56 hs
domingo, 1 de maio de 2011
Energia de Renovação
"Mas não agir planificando, medindo conveniências, fazendo concessões, sendo precavido, buscando saber o próximo passo, satisfazendo expectativas, querendo tirar ganância. O agir ariano que se incita neste período, lança no desconhecido com a única certeza de se estar presente no aqui e agora e estar seguindo o que se sente, intui, quer, ligado ao que acontece entorno e no todo." Hector Othon
Estamos numa energia de renovação...
Hora de Agir
Mas não agir segundo as boas regras da educação,
cedendo o lugar, cumprindo com as expectativas dos Outros,
sendo a boa moça, mantendo o "politicamente correto"
NÃO, to falando de agir de acordo com o que rege seu coração,
com o que realmente quer, definir qual caminho irá se enfiar de verdade.
Fazer o que for preciso para que suas vontades mais profundas possam ser reveladas e vividas, pra vc mesma
Colocar em prática o que está guardado no armário da sua cabeça.
É a Hora!!
Por Camila de Paula, 01/05/2011 às 21:41hs
Assinar:
Comentários (Atom)



