sábado, 21 de maio de 2011

Vômito de palavras...

Pq é tão difícil de se fazer escolhas, pq as escolhas que fazemos volta a sua cabeça toda hora e começam as agulhadas, os questionamento se são as mais verdadeiras, se vc se libertou ou se prendeu mais, se agiu com o coração ou com a razão, com o comodismo, com as circunstancias do dia-a-dia, se tomou-as por conta de outras pessoas...

É engraçado e trágico ao mesmo tempo, uma das coisas que tenho mais orgulho de falar é da minha independência, “sou independente”.... mas independência de quê, se esse enxame de abelha é permanente em minha mente.

Independência financeira auxilia a conquistar a independência de atitudes, de ir em busca dos seus objetivos de vida... ao mesmo tempo, como ir atrás dos seus objetivos de vida, das coisas que te trazem satisfação pessoal sem grana em um mundo capitalista? É quase que impossível. O pior é quando se vê outras pessoas conseguindo, ai sim se sente uma inútil, fraca e todos os piores adjetivos te vêem a cabeça... mas logicamente as realidades dessas pessoas são outras, as necessidades são outras, as obrigações são outras, as amarras são outras, os sentimentos são outros... são pessoas diferentes, com realidades diferentes... mas se conformar com isso é difícil... se conformar? Mas o ideal a se fazer é se conformar?

Como conciliar as duas independências, como não ser escravo do dinheiro para se dar a oportunidade de fazer o que gosta, mas como não abrir mão do que gosta sem ter que se sacrificar para custear isso tudo?

O que fazer com a angustia, com as cobranças profissionais, familiares, pessoais, racionais... o que fazer com as suas frustrações quando a causadora da maioria delas é vc mesmo... a desculpa mais fácil é falar que age assim pq fulando ou ciclano é importante pra vc e então não da pra desvencilhar e cortar relações de vez... sei lá, é como se isso fosse uma prisão, mas chega uma hora que a porta da prisão foi aberta e vc mesmo se mantém la dentro, tem medo de sair, ou até mesmo ficou tanto tempo la dentro que não sabe sair, não sabe se virar fora dela... será que isso tbm é chamado de comodismo? De redoma de vidro? Da porra da zona de conforto?

Como ser livre dentro e fora da sua cabeça?... como ser livre nas suas ações sem machucar pessoas que ama, como ser livre sem cumprir seu papel de filha, de irmã, de tia, de amiga, de namorada, de dona de casa, de motorista, de profissional, de atriz, de publico, como ser livre e fugir dos paradigmas, do politicamente correto, do viver em sociedade, do viver no capitalismo, da hipocrisia.

É errado gostar do conforto que o dinheiro traz, das possibilidades de conhecimento que pode comprar, das oportunidades de cursos e oficinas maravilhosas que o dinheiro proporciona, dos objetos e muitas futilidades que traz “uma felicidade momentânea”, da independência de pelo menos não ter que pedir a alguém sempre que precisar de dinheiro para suas necessidades mais básicas, até as futilidades e/ou coisas que para VC, vão ajudar no seu crescimento pessoal ou profissional.

O que é certo e errado, o que te frustra e o que te satisfaz, o que se orgulha e o que se envergonha, o que abrir mão e o que valorizar e fazer de tudo para manter, até onde vale a pena conciliar as coisas e quando é necessário tomar atitudes drásticas, como lidar com as conseqüências de se “libertar” totalmente sem saber exatamente o que te espera correndo o risco de ter q voltar com o rabinho entre as pernas e se prender mais do que estava antes, o que encontrar fora da prisão, onde encontrar a coragem para sair da prisão que já nem chaves tem mais?

Abelhas, simplesmente abelhas permanentes na cabeça.

Por Camila de Paula, 21/05/2011 às 17:14hs

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