Não consigo pensar em uma única coisa para sentir um corpo livre,
Uma chuva de sensações começou, palavras seguidas de sensações como
um corpo nú, pés descalços,
um vestido esvoaçante que se desenha com seu movimento ao vento,
Dirigir em uma estrada com vidros abertos e sombras das árvores desenhando no chão,
sendo o sol e o azul do céu colorindo o olhar,
Um beijo na boca e os segundos que antecedem esse beijo,
que te deixa sem fôlego e flutuante ao mesmo tempo e,
tudo que acontece depois do beijo, até o gozo mútuo
e os dedos acarinhando os corpos levemente, quase sem tocar,
para que o corpo responda sem o pensamento presente
e se arrepie com a mistura de leveza, quentura e sonolência.
A água de uma cachoeira tão gelada que quase congela o corpo,
mas de tão gelado,
Ele se liberta das posições quadradas que está acostumado
Um sussurro ao pé do ouvido, aguçando pequenas partes até soltar o corpo todo
O ouvir de uma música
que o faz balançar e soltar-se em movimentos
sem métrica ou ritmo muitas das vezes.
O corpo se solta e sente livre quando a mente o solta
e a própria escrita dessas palavras me faz sentir o estímulo do livre,
do falar o que se sente, o que respira
Ou de simplesmente ser uma manifestação de um estímulo.
Pode ser isso, pode ser pensando assim...
um Corpo Livre, é deixar-se viver e responder aos estímulos dados
a qualquer momento,
por qualquer coisa ou pessoa,
Ou sentido, ou sensação,
Mesmo que através de um sorriso de criança e sua inocência,
ou do seu mais íntimo instinto.
Camila de Paula, 11/02/14
Esse texto foi escrito, a partir de uma proposta dada pelo Ator e Diretor Ronaldo Serruya do Grupo XIX de Teatro, como uma forma de "teste" para a mais nova Oficina que se inicia - "Foi num carnaval que passou..."
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