Quando passo um tempo, podendo esse tempo ser dias ou apenas horas, próximas a um grupo de pessoa, fico observando seus comportamentos, apesar do universo individual de cada um, seus medos, suas chateações, mágoas, frustrações, quando se está em grupo isso tende a não aparecer, a ser escondido, ou simplesmente é o momento em que não se quer pensar nisso, é o momento da descontração. Mas o que é descontração? O que significa um tempo para “aliviar as tensões”?
Hoje em dia, os encontros seguem, em sua maioria, uma característica questionável do “ser sociável”, tendo em vista que senta-se um ao lado do outro, cada um pensando em suas particularidades, um no celular outro no computador, a maioria na internet em sites de redes sociais para “conversar, socializar”, sempre achei isso uma controvérsia, as pessoas se juntam para falar com outras pessoas que não estão ali, ou simplesmente estão interessadas em saber o que estão fazendo as pessoas que não se encontram junto ao grupo...é difícil entender, ou até mesmo o assunto passa a ser o que está rolando na internet, sendo um vídeo, músicas sem conteúdo, ou simples formas de expressão, podendo ser culturalmente útil ou inútil.
Alem disso, é incrível como nós pessoas fugimos do convívio, fugimos das situações que não sabemos lidar muito bem, geralmente escolhemos não enfrentamos uns aos outros, pois o mais penoso é assumir nossos atos e conseqüências. Algumas vezes julgamos por apenas uma versão dos fatos, absolvemos alguns e, no frigir dos ovos, “brincamos de faz de conta” que se passou.
É muito mais simples tapamos o sol com a peneira do que conversar de verdade, querer saber o que está acontecendo ao seu redor, ainda mais quando se pensa ser uma ação que pode mexer com seus sentimentos, suas frustrações. Torna-se trabalhoso conversar com quem está presente ao seu lado, evita se assim, tomar uma postura de coragem de se assumir como ser humano errôneo que somos, fracos, e cheios de desejos que fogem das regras sociáveis, ou dos princípios das amizades. Sim, não somos perfeitos, e estamos bem longes, as vezes escolhemos o correto para uma relação, as vezes deixamos uma simples vontade completamente individual falar mais alto, com isso as conseqüências perante o grupo se tornam inevitáveis, mas penso que o que diferencia o ser humano, é a coragem de saber o que se quer, aceitas as escolhas que são tomadas e sempre, assumir o que se faz, isso sim é difícil e doloroso.
Por Camila de Paula, 10/04/2011 às 23:22 hs
A ordem é; não aprofundar jamais!
ResponderExcluirMas não é tão fácil, não aprofundamos, mas conviver com as pessoas sem profundidade a vida fica rasa de mais, solitária demais... mesmo assim tens razão
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